Monotonia utópica da Musica gospel

corpo, alma e espirito: tricotomia humana


 
Nunca pensei que estaria escrevendo sobre o tema,  ainda mais postando no Instagram (provavelmente esse post vai está no meu blog). Mas uma fala da cantora, Priscila Alcântara, me esclareceu um prisma que eu já sentia e me incomodava bastante. Sou musico desde os 11 anos, eu tenho 22 anos,  não um dos melhores músicos , mas o suficiente para dar aula de violão e ter bons frutos relacionado ao meu oficio. Sempre fui fanático por música,  e não poucas vezes, lembro de dizer a frase: “Sem música a vida seria um erro”, até anos depois descobri que a frase é do Nietzsche, dei essa microcarteirada, se é que posso chamar assim, para “mostrar” o mínimo de conhecimento de causa. Sempre ouvi de tudo….deixa eu retificar, sempre ouvi de tudo que em minha  individualidade julguei de qualidade. Sempre me orgulhei de ter gigas e gigas de músicas baixadas no celular, ouvir música para mim era tão natural e quisto quanto respirar. Dentro dessa imersão toda, fui reparando certos padrões que me desagradaram severamente no que se diz respeito a música gospel(ou música cristã para os aversos ao termo “gospel”), a monotonia da massa produzida no meio, e ainda haverá quem  diga: – mas você não esta procurando direito, e por isso eu digo….estou falando meanstream, da massa, obvio que há coisa de excelente qualidade, mas acha-la é tão fácil como, atravessar a rua correndo sem pernas (contem hipérbole, ironia).
 
[Esteriotipando Musicas evangélicas]
 
 Nas músicas evangélicas em sua grossa maioria, são compostas de 4 ou 6 acordes, que repetem em loop infinito.  Obrigatoriamente, precisam  usar as palavras ‘Deus, Jesus, Salvação, Cruz ou alguma derivação delas’, o que denotam uma pobreza linguística absurda e muitas vezes que não as emprega é censurada, com indagações como “mas como eu vou saber que é pra Deus? ou ainda “Ele quem?”. Eu sei que esse linguajar monossilábico, ou quase pré-histórico (hipérbole) no que se diz respeito a  extensão de vocabulário, tem se tornado padrão em vários gêneros musicais. As músicas  hoje são estupidamente literais e tudo que foge disso, para um nível de abstração maior é música de doido, ou chata, ou mesmo o novo termo “cringe”, mas considerando o caráter metafisico da música cristã, creio que esse problema não era para afeta-la, mas se crer que Deus é tão grande e imensurável porque tentam descreve-lo em palavras chaves ? Parece=,e equivocado.
 
 [Musicas horizontais e verticais]
 
 Outro fato que não posso deixa de tocar, é a severidade e engessamento que é posta em cima dos levitas (nome que eu até questiono ser empregado aos ministérios de louvor das igrejas atualmente, visto que muito é cobrado de quem desempenha essa função, pouco ou nenhum respeito, é dado a esse papel tão importante na estrutura cristã), onde não se pode cantar musica do “mundo”, e até hoje espero ouvir música cósmica/extraterrena/extraterrestre. O ser humano é composto de uma tricotomia: Corpo alma e espirito,  músicas evangélicas que tem letras horizontais não devem ser mau vistas, já que essa tricotomia é nosso ser, tentar encaixar toda experiencia humana na visão RELIGIOSA, é ineficiente, tolo, e acaba  dando uma experiência  de cristianismo hipócrita. Um das coisas mais incríveis do cristianismo foi a transformação do divino em humano. Quem somos nós para tentar separar isso na experiência humana.

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