Sobre rótulos

O que sabe o homem de fato, sobre si mesmo! Seria ele sequer capaz de em algum momento perceber-se inteiramente, como se estivesse numa iluminada cabine de vidro?

O homem é insignificante perante ao mundo, na sua voraz sede de saber, ou de talvez uma sensação de controle, lute sempre pra entendê-lo…(usando suas métricas ), ele corre atrás disso, como se não fosse capaz de viver com sua própria pequinês, e nesse saber construído através da sua própria observação(estando preso numa cabine de vidro….ou melhor vendo sombras na parede, como no mito da caverna)

Os rótulos tem dois precursores, o primeiro deles, já foi dito acima, a sede pela verdade, significação , sentido essa que move os homens, ou melhor que corremos desesperadamente pra atribuir proposito, só assim esquecemos a nossa pequinês, anestesiados temporariamente pelo sentimento de “eureca” ou entendimento.

O segundo deles, é o mais controverso de todos, e muito provavelmente você nunca pensou nisso, a palavra, ou melhor a linguagem.

Tratamos a representação das coisas e as coisas como se fossem a mesma coisa. A linguagem, mera ferramenta tautológica, para facilitar a apreensão da coisas. A palavra, é apenas um estimulo nervoso, resultando em sons, mas somente tem valor pra nós, que foi criado por nós, para rotular as coisa.

Valoramos a palavra como a coisa. Abro que aqui um adendo, eu como escritor tento ao máximo exemplificar as coisas, tornar palpáveis as ideias que apresento aqui, mas para transpor em exemplos é muito difícil, desculpem, se algum momento não me dizer simples o suficiente.

Voltemos a questão anterior…Ao rotularmos uma pedra como dura, acreditamos classificar corretamente, mas depende da força de quem emprega essa colocação, ou ainda tempos outro exemplo, ao a “Serpente” que possui esse nome, por serpentear (andar em ondas) essa nomenclatura também deveria servir para os vermes, que se movem de forma igual. Ou ainda definirmos a arvore como feminino, e o vegetal como masculino, coisas que não fazem muito sentido.

Separar e classificar as coisas tem sua utilidade, mas cuidado  para não aplicar em demasia com as pessoas. Esse rótulo nos basta. Humanos

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