Review do Disco: “Maiúsculas Cósmicas”

No dia 4/10/2019 Nietzsche ressurge dos mortos e lança um álbum incrível . Brincadeiras a parte esse simpático bigodudo chamado Lou Alves, é um artista brilhante, com uma aura ritualística pouco visto na musica brasileira. Ele é do projeto Walfredo em busca da simbiose faz parte do rol de artistas produzidos pela Balaclava Records, selo responsável por alguns dos queridinhos do underground indie br, tendo entre eles nomes como Terno Rei, Raça e a Papisa. Tenho um carinho grande por esse disco, é tão ritualístico e lindo quanto o Cavalo do Amarante. Vamos ao que interessa.

Faixa a Faixa

O Louco Sempre Tem Razão

A faixa que abre o disco com chave de ouro, já nos informa ao que esperar do álbum, e não pense por isso que fica obvio ou menos brilhante. O disco soa como familiar, mas não como familiar monótono, mas como aquilo que você precisava escutar mas não sabia. Voltemos a faixa. Ela fala sobre verdades absoltas e como a particularidade é importante, como o louco, nesse caso o “divergente” está certo por ser preservar sua individualidade. Abrindo um parentese, eu como leitor de Nietzsche, não consigo dissociar as semelhança entre os temas existencialista que o Walfredo em busca da simbiose traz, eu vejo nessa faixa o próprio Ubermensch.

Ravel Ribeiro

Chegamos a minha faixa preferida do álbum, caralho que coisa divina, serio escute essa musica. Ela parece ser uma declaração romântica feita de uma forma muito mágica e linda. Não tenho mais o que falar dessa linda musica, só que ela vai aquecer o coração de quem ouvir.

Azar

Linda faixa, recheada de franqueza, e emoção, me soa uma encarada de frente e aceitação da própria dor e demônios, como sentar no alto de um abismo não pra se jogar aflito, mas para contemplar a vista e estar confortável com ele.

Carne

Essa aqui me parece um personificação de um livro do Albert Camus o mito do sísifo. O eu lirico ciente da sua condição humilhada, de humano, a aceita, e se expõe nu essa aflição, como não pertencente de lugar nenhum, e sabendo que o fim se aproxima a cada dia, aproveita os prazeres “Carnais” nesse sentido pode ser compreendido amplamente, como sexo mesmo, mas também, a arte a filosofia e espiritualidade.

Mãe

Essa aqui é a única que eu tenho certeza do que fala, as outras eu dou minha opinião cheia de viés. Ela fala da morte e como ela é uma companheira, que mesmo muito demonizada quer só oferecer descanso quando você chega ao fim.

A mente

Com trocadinhos cirúrgicos, fala sobre a mente e como ela esta em tudo, desperta uma sensação de transcendência.

Norte

A faixa mais positiva do disco. O norte está a frente, acho que isso deu nome a musica, olhe pra frente que tudo na vida é passageiro, ela tem um mantrinha muito lindo, uma ótima faixa .

Inverso

De novo o Lou usando filosofia, “sou sábio ate saber que sou ninguém” o famoso “só sei que nada sei”, o existencialismo da as caras novamente, creio o inverso seja por causa do espelho, como se fosse uma autoanalise em forma poética.

A sombra nos ombros

Uma faixa melancólica, triste e encerra do jeito o certo esse grandioso álbum, é uma experiencia sonora incrível.

Nota do Disco : 5/5

2 comentários em “Review do Disco: “Maiúsculas Cósmicas”

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