Uma breve crítica ao sistema educacional

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Quando ocorreu a mudança da primeira onda (Sociedade rural) para a segunda onda (Sociedade industrial) houve também uma mudança estrutural familiar, se antes era normal a composição familiar comportar, avos, tios e dos os outros que são acrescidos em consequência deles. Agora (na sociedade industrial) exigiu a migração para a Família nuclear, formada somente pelos pais e filhos, possibilitando a mudança da família de núcleo menor, para onde o trabalho exigisse. Por conseguinte foi criado também nessa época os asilos e casas de acolhimento, para concentrar e abrigar os avôs e os parentes ” improdutivos”.

Nessa época, os empresários perceberam na mudança da sociedade agrícola para a industrial, era muito mais difícil adequar pessoas pós pré-puberdade, pois as mesmas já estavam adaptadas ao modelo rural, então foi criados sistemas de educação em massa, ensinando a criança a ler, aritmética básica, e o básico das outras disciplinas, mas isso era a parte não fundamental a educação o chamado currículo exposto, o mais importante desse tipo de educação era internalizar o currículo encoberto , era ensinar a obedecer ordens, pontualidade e ou trabalho repetitivo. Vamos ver se isso te lembra alguma coisa ?

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tempos modernos- charlie chaplin

Justamente tudo que a vida na fabrica exigia.

– Pessoas pontuais

– Obedecer ordens sem objeção

– fazer trabalhos repetitivos, seja ele fabrica ou escritórios

Meu objetivo não é desdenhar do modelo anterior da sociedade industrial, que em suma está morta ela foi um passo para frente, para sociedade, mas deveria ser o ultimo?Questiono porque o modelo educacional ainda está nesses moldes, essa roupa velha não nos cabe mais?

2 comentários em “Uma breve crítica ao sistema educacional

  1. Apesar das semelhanças com o sistema de produção industrial é importante ressaltar que produzir algo sempre vai exigir disciplina e algum nível de suplício pessoal, em outras palavras, trabalho, seja o trabalho industrial ou comercial, seja o trabalho acadêmico. Assim a escola constitui-se muito mais como formadores dos instrumentos de emancipação, já que carrega consigo conhecimentos além dos técnicos, mas humanos e sociais, do que um instrumento de alienação, nessa perspectiva vale olhar para a revolução francesa, o processo emancipatório dos franceses aconteceram em razão da educação do povo. Me parece então que o problema não está propriamente nas escolas, mas no indivíduo que não usa as ferramentas que são formadas durante essa época para emancipação, mas para a inserção de si no sistema estabelecido, sobre isso vale fazer referência a Marx e ao Capital, a Weber e a ética protestante e o espírito do capitalismo e a Paulo Freire e a pedagogia do oprimido.

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    1. Compreendo o ponto, e concordo em partes, é também uma questão do status quo, que vende a ansiedade pelo ter e não o ser, desvalorizando a instruções que lhe é dada, mas creio q a culpa nao è uni lateral, pois como sabemos, nós , brasileiros temos umas das piores educações do mundo, quis em suma dizer q a metodologia estabelecida aqui, é arcaica

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